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Terapia medicamentosa para a obesidade

 
A terapia medicamentosa na obesidade faz parte de um conjunto de medidas terapêuticas que devem ser associadas, entre as quais estão a dietoterapia, introdução da atividade física na rotina diária e a mudança cognitivo-comportamental, além dos recursos da cirurgia bariátrica nos casos mais graves.

 

São muitos os  medicamentos disponíveis no mercado como auxiliares no controle  e redução do peso, tais como:

 

*anorexígenos ( fenproporex, dietilpropiona e mazindol), que são inibidores do apetite; agem no centro da fome e podem produzir alterações comportamentais como irritabilidade e insônia.

 

*sibutramina, que age no centro da fome, aumentando a sensação de saciedade, bem como aumentando o metabolismo basal do paciente. Não interfere no comportamento.

 

- orlistat, que age inibindo em cerca de 30% a absorção das gorduras a nível intestinal.

 

- outros mais, incluindo os inúmeros fitoterápicos disponíveis com efeitos variáveis segundo a sensibilidade de cada pessoa e muitos ainda sem comprovação dos seus efeitos.

 

A utilização de tratamento medicamentoso é indicada nos casos em que o índice de massa corporal é superior a 30 kg /m2, em associação com co-morbidades (patologias decorrentes da obesidade).

 

Cada vez mais, as pesquisas científicas mostram a importância da utilização de medicamentos no tratamento da obesidade. Por se tratar de uma doença crônica, com inúmeras co-morbidades secundárias, incluindo as psico-sociais, o uso desses medicamentos é fundamental para se obter a redução do peso e os benefícios clínicos decorrentes desta redução.

 

O grande dilema que havia envolvendo o uso de fármacos “anti-obesidade” já não existe mais.Trabalhos analíticos demonstram claramente os resultados positivos na redução de peso corporal quando se compara a perda ponderal em  pacientes que estão usando medicamentos orais, com pacientes tratados sem o uso de medicamentos orais coadjuvantes.

 

É interessante também observar que além dos benefícios clínicos na perda do peso, o uso de fármacos “anti-obesidade” representa redução do custo do paciente obeso uma vez que esta redução do peso implica em melhor controle das patologias associadas à obesidade, reduzindo a quantidade dos medicamentos  necessários para seu equilibrio.
 
 
TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE MÓRBIDA

 

Os tratamentos cirúrgicos hoje disponíveis têm o intuito de promover a redução da capacidade volumétrica do estômago e, consequentemente, do volume total de alimentos ingeridos pelo paciente;

 

algumas técnicas cirúrgicas visam  reduzir a absorção ( total ou seletiva) do conteúdo alimentar ingerido através do desvio do trajeto percorrido pelo bolo alimentar.

 

As cirurgias são feitas no aparelho digestivo e tem por objetivos:

 

*reduzir o reservatório gástrico (estômago);

 

*aumentar o tempo do esvaziamento gástrico;

 

*reduzir a área de absorção intestinal (de forma global ou específica para lipídios).

 

Para atingir tais objetivos foram desenvolvidas várias técnicas cirúrgicas:

 

*"Bypass" Gastrointestinal : É considerado o melhor padrão cirúrgico atual para redução do peso. Consiste na secção gástrica (corte na parte de cima do estômago) com construção de um reduzido reservatório gástrico com capacidade de, no máximo, 50 ml. Proporciona uma saciedade involuntária e um retardo do esvaziamento gástrico deixando o paciente sempre satisfeito.

 

 Em alguns casos, os pacientes voltam a ganhar peso devido à dilatação do estômago porque não houve a reeducação na maneira de alimentarem-se, ou houve o alargamento do orifício entre o estômago e intestino ou ainda pela ocorrência de fístula na região gastrointestinal.

 

*Gastroplastia: A técnica consiste na construção de pequeno reservatório gástrico na parte de cima do estômago sem outras modificações no trânsito gastrointestinal. Baseia-se nos princípios de redução gástrica e de retardo de esvaziamento com redução de ingestão alimentar; a absorção de nutrientes mantêm-se inalterada. 


O procedimento prevê uma capacidade gástrica máxima de 30 ml com estreitamento reforçado da saida do estomago por um anel ou por grampeamento. Pode ser feita por videolaparoscopia.

 

*"Bypass"Biliopancreático: Técnica usada, quando se deseja reduzir a absorção de nutrientes, com mínima alteração na capacidade gástrica, sem aumento do tempo de esvaziamento. A cirurgia consiste na derivação do transito do conteúdo gástrico diretamente para o final do intestino delgado. Não acarreta restrição no volume ingerido.


Esta técnica pode causar desnutrição e, por isso, os pacientes a ela submetidos devem ter acompanhamento permanente. É indicada para aqueles pacientes que não tiveram sucesso nas outras cirurgias.

 

*"Bypass" gastrointestinal com Y de Roux distal: Semelhante à técnica da derivação biliopancreática, mas  além dela, se produz também um pequeno reservatório feito na parte de cima do estômago para aumentar o tempo de esvaziamento gástrico. Neste caso, não há o risco de desnutrição como na técnica anterior. Os resultados desta técnica ainda estão sendo avaliados.

 

Resultados do Tratamento Cirúrgico

 

Estas técnicas cirúrgicas citadas acima sempre apresentam algum risco.

 

O risco de mortalidade oscila em 1%, a morbidade atinge 10% dos pacientes com complicações como: disfunção respiratória, fístulas digestivas, trombose venosa profunda em membros inferiores, complicações em cicatriz cirúrgica.

 

O tempo de internação é em torno de 4 dias. As taxas de sucesso têm sido em torno de 40% nos casos de gastroplastia e de 60% nos de bypass gastrointestinal.

 

Apesar dos riscos de complicações, o tratamento cirúrgico tem sido apontado como o método terapêutico mais efetivo na obesidade mórbida.

 

Cuidados pós-operatórios

 

A alimentação deve ser reajustado e supervisionada, com suplementação nutricional de vitaminas, oligoelementos e ferro.


O acompanhamento psicoterápico é necessário para auxiliar o paciente a aceitar a sua nova imagem corporal que pode levar a períodos de insatisfação e sensações de perda.Também a grande modificação dos hábitos de vida deve ser amparada.


Cirurgias plásticas serão necessárias para correção estética de excessos de pele, principalmente em mamas, membros superiores, abdome e face interna das coxas;

 

BALÃO INTRA-GÁSTRICO

 

É uma prótese de silicone, semelhante à prótese que as mulheres usam para aumentar os seios, porém seu formato  é esférico; possui uma  superfície lisa e apresenta uma válvula que permite insufla-lo dentro do estômago do paciente e o volume final é de 400 a 700 ml. É conhecido como Bioenterics Intragastric Balloon  ou BIB®

 

Qual o objetivo do balão?

 

A presença do balão dentro do estômago causa uma sensação de plenitude (estômago cheio). O paciente sente-se satisfeito mais rapidamente quando se alimenta.
 
Este fenômeno chama-se saciedade precoce. A saciedade precoce é um dos mecanismos utilizados em cirurgias para obesidade como grampeamento do estômago ou a banda laparoscópica (anel).
 
A vida média do balão é de 6 meses e o sucesso do resultado bem como sua manutenção está ancorado na reeducação alimentar e correção dos maus hábitos de vida.

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