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OBESIDADE

 

Obesidade é o aumento de peso às custas de tecido adiposo. O inchaço (edema) ou muita musculatura (massa magra) que aumentam o peso do indivíduo não constituem obesidade. Para saber se alguém é obeso ou não, é necessário calcular o seu IMC.

 

 

CAUSAS MAIS FREQÜENTES DE OBESIDADE

 

*ORIGEM GENÉTICA  (distúrbios da leptina)

 

Geralmente um obeso tem pais ou parentes próximos obesos. A obesidade de origem genética freqüentemente aparece em vários membros de uma mesma família e tem inicio bastante precoce, já na infância. Uma substância chamada leptina tem sido associada à determinação da obesidade quando ela é produzida de forma deficiente ou quando os receptores cerebrais (hipotalâmicos ) do individuo não conseguem reconhece-la. A Leptina é responsável pela sensação de saciedade (sensação de estar satisfeito com a comida ingerida) e pela termogênese (gasto de energia do corpo na produção de calor).

 

*DISTURBIOS PSICOLÓGICOS  (transtornos obsessivo-compulsivos)

 

 São muito freqüentes e não raramente relatados como uma das causas da obesidade. Merecem muita atenção pois, se não forem tratados, comprometem todo o tratamento da obesidade.

 

São alguns deles:

 

A) BULIMIA

 

É um transtorno alimentar em que o indivíduo tem episódios frequentes de ingestão alimentar compulsiva. Em pouco tempo o bulímico consome grande quantidade de alimentos, especialmente alimentos hipercalóricos. Existe um sentimento de falta de controle sobre o quanto comer. A fome nunca é saciada.

 

Em geral, o bulímico come grandes quantidades de alimento, muito rápido e chega a passar mal. Para compensar a ingestão alimentar exagerada,  ele faz longos períodos de jejum, induz ao vômito, usa laxantes, diuréticos, enemas e pratica exercícios físicos de forma igualmente obsessiva.

 

Em geral, mantém seu peso no nível normal ou pouco acima do normal e por isso seu problema passa muito tempo desapercebido. Em geral se alimentam pouco na frente dos outros e quando sozinhos comem compulsivamente, escondido para depois se "desintoxicarem" passando longos períodos dentro do banheiro para induzirem vômitos ou fazendo jejuns prolongados.

 

Pode haver interrupção da menstruação; observa-se no bulímico a adoção de rituais alimentares; a bulimia pode acompanhar-se de  depressão grave. Alguns bulímicos apresentam dependência de drogas e / ou alcool e cleptomania ( furto compulsivo).

 

Nem todo bulimico induz ao vômito; é a bulimia sem purgação. Neste caso o peso é mantido devido aos jejuns e exercícios físicos praticados obsessivamente.

 

B) DEPRESSÃO ENDÓGENA

 

É um distúrbio na produção de neurotransmissores cerebrais, substâncias  que fazem a transmissão dos impulsos elétricos no sistema nervoso; na deficiência deles, os neurônios se comunicam de modo insuficiente.
 
Para cada neurotransmissor que seja produzido em quantidades menores do que as necessárias, há um quadro clínico específico correspondente.

 

C) ANOREXIA NERVOSA

 

É um transtorno do comportamento em que a pessoa priva-se da alimentação, de modo a emagrecer até níveis muito abaixo do peso mínimo considerado razoável para sua altura. Essas pessoas, na maioria mulheres, têm plena convicção de que são gordas (há distorção da auto-imagem) e a idéia de virem a ganhar alguns gramas, as apavora e gera verdadeira angústia.

 

Existe constantemente a obsessão pela idéia do emagrecimento. E o pensamento gira sempre em torno de comida. É comum que colecionem receitas e cozinhem para que os outros a sua volta comam "por elas".

 

As mulheres têm seu ciclo menstrual interrompido devido ao baixo peso e o corpo perde os caracteres femininos devido ao emagrecimento exagerado. Mesmo assim, permanecem em constante dieta hipocalórica e estão sempre insatisfeitas com sua aparência física, mantendo a crença de que estão gordas.

 

As pessoas anoréxicas desenvolvem rituais estranhos em torno da alimentação e muitas vezes comem escondido, como na bulimia. Outra obsessão são os exercícios físicos que chegam a ser praticados em exagero para acelerar a perda de peso e compensar o mínimo de ingesta alimentar.

 

A anorexia nervosa faz com que a imagem que o individuo tem de seu corpo seja distorcida e isso gera sofrimento.

 

A subnutrição / desnutrição secundária à longa evolução desta doença pode chegar a níveis tão alarmantes que só a internação hospitalar pode evitar o óbito.

 

*DISTÚRBIOS ENDÓCRINOS

 

São as doenças das diversas glândulas do corpo como a tireóide, as glândulas supra-renais, hipófise e  gônadas (testículos e ovários).

 

#Doenças da tireóide

 

Pode acontecer uma produção excessiva dos hormônios T3 /T4 (hipertireoidismo) ou pode acontecer a perda da capacidade de produzi-los (hipotireoidismo).

 

No hipotireoidismo, o paciente pode ter um aumento do seu peso, pode ficar "preguiçoso", sonolento entre os muitos outros sintomas que progressivamente se apresentarão se não houver tratamento adequado.


A suspeita é clinica mas o diagnóstico é laboratorial. Feito o diagnóstico, a doença será tratada e as alterações decorrentes da falta ou excesso dos hormonios tireoideanos,desaparecerão.

 

#Doenças das glândulas supra-renais

 

Localizam-se sobre os rins e são responsáveis pela produção de hormônios essências ao equilíbrio orgânico como o cortisol, o ACTH, a aldosterona e os andrógenos (DHEA e Testosterona).

 

Há doenças onde algum destes hormônios é produzido em excesso e outras onde pode haver a redução na produção.

 

Para cada hormônio alterado, dependendo de ser excesso ou falta dele, há um grupo de manifestações clínicas específico; a obesidade quase sempre está entre estas manifestações.

 

* MAUS HÁBITOS ALIMENTARES ASSOCIADOS À VIDA SEDENTÁRIA DESDE A INFANCIA

 

Cada vez mais, as crianças perdem a qualidade da sua alimentação. Em parte, devido ao grande apelo visual da mídia induzindo ao consumo de  alimentos mais calóricos e gordurosos; as brincadeiras, para a maioria delas, já não são ao ar livre, correndo, andando de bicicleta ou subindo em árvores. Significam sim, brincar sentadas na frente do computador e da televisão. Comer nestas condições, em geral, significa comer mesmo depois da fome ter sido saciada, predispondo estas crianças ao ganho de peso.
 
O sedentarismo e os erros alimentares trazidos como hábitos de vida desde a infância, quase sempre serão mantidos na vida adulta. Esta é uma das situações que dificultam o tratamento da obesidade infantil.
 
É verdadeiro dizer que a criança é gorda “também” por não fazer exercícios físicos; mas, do mesmo modo, também é verdadeiro dizer-se que a criança não faz os exercícios fisicos por ser gorda, já que o excesso de gordura exige mais energia para realização de atividades que envolvam deslocamento corporal, além de provocar desajustes mecânicos (p. ex: dor nos joelhos e nas costas) e, deste modo, se deterioram progressivamente as habilidades motoras e capacidades físicas.
 
OBESIDADE  E  SUAS  COMPLICAÇÕES
 
Assim, embora ter o peso adequado à altura não seja sinônimo de longevidade ou saúde, certamente serão menores os riscos de ocorrerem doenças que abreviem a vida ou que prejudiquem sua qualidade. Para se ter idéia, indivíduos com obesidade moderada (IMC entre 30 e 40) apresentam chance 40% maior que os normopesos de apresentar doenças relacionadas à obesidade; esta chance aumenta para 70% nos indivíduos com obesidade severa / mórbida (IMC >40).
 

Entre as doenças secundárias à obesidade citam-se:

 

*Problemas respiratórios- desde a dificuldade respiratória até a apnéia do sono.

 

*Alterações do metabolismo dos lipídeos: hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, com conseqüente: aterosclerose, coronariopatias, insuficiência cardíaca.

 

*Sobrecarga do sistema cardiovascular: varizes, flebites e tromboses, ulceras de perna.

 

*Problemas digestivos : refluxo gastro-esofágico com conseqüente esofagite, cálculos biliares.

 

*Esteatose hepática

 

*Doenças metabólicas: Diabete Mellitus tipo II,  hiperuricemia (gota),  redução na produção do hormônio de crescimento, redução dos níveis de testosterona e estrógenos livres.

 

*Problemas reprodutivos: - esterilidade; no homem pode haver impotência.

                                         -distúrbios menstruais nas mulheres

 

*Problemas ortopédicos: artropatias, como artroses e artrites.

 

*Problemas dermatológicos: eczemas de estase nas pernas, assaduras e infecções fúngicas nas dobras cutâneas, miliária.

 

*Dificuldade na higiene corporal.

 

*Problemas neurológicos: acidente vascular cerebral (“derrame”), pseudo-tumor cerebral.

 

*Problemas psico-sociais:

      -dificuldade ou incapacidade na atividade sexual e afetiva;

      -depressão;

      -insatisfação com o próprio corpo;

      -frustração em vestir-se, cuidar-se de modo geral;

      -discriminação e isolamento;

 

*Problemas econômicos: perda do emprego, e dificuldade em conseguir novo emprego.

 

*Neoplasias: maior incidência e  também maior é a taxa de mortalidade.

         -na mulher: maior incidência de CA de endométrio, de vesícula biliar, colo uterino e mama.

         -no homem: maior incidência de câncer colo-retal e de próstata. 

 

COMO O ORGANISMO ARMAZENA O QUE COMEMOS ALÉM DO NECESSÁRIO
 
Há duas formas de ocorrer o aumento do tecido adiposo:
 

*uma, por aumento da celularidade (número de células).

 

Esta formação é a que se dá até os dois ou três anos de idade; se formarão tanto mais células quanto mais rica em carboidratos for dieta da criança. Estas células perdurarão por toda a vida e se traduzem na “facilidade” com que o adulto armazenará  gordura no corpo. Desta forma, também se explica a dificuldade observada no tratamento de um individuo que seja obeso desde a infância.
 

 *outra, pelo aumento do tamanho das células.

 

Neste caso, o tecido adiposo aumenta de tamanho pelo depósito crescente de gordura dentro das células adiposas, se houver uma dieta hipercalórica. As células adiposas tornam-se inchadas, cheias de gordura armazenada. O número de células não se altera, apenas o tamanho delas .Quando o tamanho destas células não comporta mais gordura, novas células adiposas poderão ser formadas.
 
COMO AS CÉLULAS ARMAZENAM GORDURA
 
Após a ingestão do alimento, inicia-se o processo de digestão, onde o bolo alimentar sofre ação das enzimas digestivas e é degradado em partículas minúsculas capazes de serem absorvidas pelo estomago e intestinos. Esses nutrientes passam facilmente do estômago e intestinos para o sangue e a partir daí sofrerão ação dos hormônios responsáveis pelo metabolismo específico de cada nutriente.
 
Os principais grupos de nutrientes são: os carboidratos (açucares), as proteínas (que no processo de digestão se transformam em aminoácidos) , os lipídios (que são as gorduras dos alimentos, os ácidos graxos), as vitaminas, os minerais e os oligoelementos. O perfeito equilíbrio entre estes nutrientes é necessário para a manutenção da saúde.
 
Os alimentos energéticos (carboidratos ou glicídios ou açúcares) quando ingeridos em excesso, são transformados em triglicérides e então, armazenados nas células adiposas sob a forma de gordura.
 
As gorduras são armazenadas como reserva energética e serão usadas posteriormente em varias funções orgânicas, como crescimento e a espermatogênese (processo de formação dos espermatozóides); também são estas gorduras que “transportam” vários tipos de vitaminas. Mas seu excesso também será armazenado nestas mesmas células adiposas. Essas células variam de tamanho e quantidade durante a vida. Quando as células adiposas atingem sua máxima capacidade de armazenamento, o organismo é estimulado a produzir novas células, permitindo assim armazenar, na forma de gordura, a energia excedente.
 
As dietas de emagrecimento pretendem esvaziar os reservatórios de energia / gordura, mas não eliminam as células adiposas. Assim, qualquer deslize alimentar faz com que as moléculas de gordura presentes na corrente sanguínea sejam carregadas para dentro dessas células, inchando-as novamente. Hoje, está comprovado que são poucos os casos de obesidade de origem endócrina, ou seja, decorrentes de doenças das glandulas. A grande maioria dos casos de obesidade deve-se ao erro alimentar.
 
A obesidade é, portanto, resultante da somatória de vários fatores: genéticos, nutricionais, hipotalâmicos, afetivos e ambientais. O erro alimentar e o sedentarismo associados aos desequilíbrios emocionais são os maiores responsáveis pelo sobrepeso / obesidade.
 
Embora a sobrecarga emocional esteja intimamente relacionada ao desencadeamento da obesidade, não há um tipo específico de personalidade que possa ser associado ao problema.
 
A sociedade estigmatiza os gordos, imprimindo a eles sentimentos de auto-rejeição; assim, o obeso fica propenso a entrar num círculo vicioso de baixa estima, depressão e compulsão pela comida, piorando o quadro.
 
Muitos indivíduos com excesso de peso comem demais para satisfazer uma ou mais necessidades emocionais. A fartura alimentar compensa ou substitui as carências afetivas, “saciando” os conflitos interiores. Quando os alimentos preenchem as necessidades emocionais, a saciedade não é reconhecida ou é ignorada fisiologicamente. O indivíduo se torna dependente do alimento como um soporífero para aliviar a ansiedade, a frustração e o vazio emocional. Da mesma forma, a criança cujas necessidades estão reprimidas ou insatisfeitas, reage com uma solicitação alimentar crescente e um desejo de satisfação imediata.
 
A SÍNDROME DA OBESIDADE  NO MUNDO
 
Ao contrário do que se previa no início do século (falta de comida pelo aumento populacional e pela maior industrialização, o que traria redução das áreas de produção rural), a oferta de alimentos no planeta é muito grande.
 
Com a urbanidade, veio a perda da qualidade nutricional principalmente nos grandes centros. Fast-foods e grande teor de gorduras nos alimentos associados a um ritmo de vida intenso, sempre apressado, se traduzem em perda na qualidade de vida que, em consequência, cria as condições de desequilíbrio que favorecem a instalação da obesidade. O sedentarismo conseqüente ao ritmo de vida urbano completa este desequilíbrio.
 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela: atualmente, cerca de 500 milhões de pessoas no mundo são obesas. Doença crônica, a obesidade e suas complicações já representam o maior gasto do orçamento dos sistemas de saúde, tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento.

 

O excesso de peso já é considerado um problema de saúde pública. A obesidade alcançou proporções epidêmicas, razão pela qual as autoridades médicas mundiais decidiram tratar o problema de forma mais agressiva a fim de evitar a explosão global de doenças relacionadas à gordura.
 
Depois de anos concentrada na promoção de dietas saudáveis para conter a demanda por “junk food” ou refeições rápidas de lanchonetes, a Organização Mundial da Saúde está agora examinando o que pode ser feito do outro lado - o dos fornecedores, buscando a cooperação dos produtores de alimentos.
 
Nos últimos dois anos, especialistas têm confirmado que obesidade, o diabetes e as doenças cardíacas já não são exclusividade dos países ricos. O quadro é observado mesmo em regiões que sofrem de subnutrição, como uma pesquisa da OMS que inclui números da África, Oriente Médio, América Latina e Caribe. Estima-se, por exemplo, que 22 milhões de crianças com menos de 5 anos em todo o mundo estejam com excesso de peso ou obesas. Estudos indicam que em algumas regiões da África, gordura e obesidade afetam mais crianças do que a subnutrição. Por lá, apenas 0,7% das crianças apresentam traços de subnutrição, contra 3% de crianças obesas.
 
A OMS estima que 500 milhões de pessoas em todo o mundo são obesas e outras 750 milhões estão com o peso acima do ideal. Nos Estados Unidos, cerca de 60% dos adultos e 13% das crianças estão acima do peso ou obesos.
 

Em alguns países, estima-se que mais de 30% das crianças sejam obesas. No Egito, por exemplo, esse índice gira em torno de 25%, assim como o Chile, Peru e México. Na Zâmbia e no Marrocos, entre 15% e 20% das crianças de 4 anos são obesas.

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